quarta-feira, 14 de março de 2018

DO OUTRO LADO DA PORTA





Estou saindo de fininho
Sem faze alarde, calado
pensativo e confiante.
Saindo sem ser notado.
Estou fechando a porta
para não mais voltar.
E se notar a minha ausência
Não mais me encontrará
Mudei! Aquele que ficou atrás da porta
Não mais existirá.
Perdeu-se nas lembranças
Nos sonhos de tanto amar
Aquela sombra que pairou
Em seus devaneios egoístas
E aquela sensação de me ter em suas mãos
Afogou-se em lágrimas,
Em sentimentos solitários
Em desilusões que o tempo apaga
E o coração sufoca o desejo condicional.
Então? Fique atrás da porta!
Eu não olharei para trás
E nunca mais te verei
Com os mesmos olhos de quem te amava.


Emiliano Pinheiro Véras

FALSO AMOR



Não é um mundo vil, adormecido e sombrio
que você acorda e descasca o jogo da canastra
de pensamentos sinceros e eloquentes.

E se castra? São brutos os sorrisos
alheios aos sentimentos de amor
que descortina a alma e se transforma em flor.

Da nobreza o apelo, do singelo apaixonado
cantados na arpa e ardidos na farpa, chorosos de dor.


Emiliano Pinheiro Véras


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

SEGUINDO EM FRENTE



Vou seguir em frente, em frente vou seguir!
Como uma andorinha procurando o verão.
Buscando espaço, longe da solidão!
Um andarilho, percorrendo vários lugares.
Sem destino, na paz, o amor e a esperança no ar.
Vou cavalgar, mergulhar, voar e fluir...
Como quem escuta a mais linda melodia.
E cantar, dançar! Sair por aí...de boa, à toa!
Vou dizer adeus, até nunca mais à mesmice.
Aos costumes, rotina e tchau!
Encontrar o máximo até que vire o mínimo.
E sorrir, fugir, como jamais vou ficar!
Dizer que bom estar, ficar, parar e sumir
Como quem nunca avisa o que não pode.
Como quem promete o impossível e assim,
vou amar e amar e amar...Até que o sol brilhe

e o amanhecer não mais fazer sentido.

Emiliano Pinheiro Véras

terça-feira, 17 de outubro de 2017

DESCOMPLICANDO




Tão complicado! Ser bom? Ser mal?
Responder, interpretar. Te dizer
somente o que quer escutar!

Tão sombrio! Dias Claros? A paz?
Sofrer, brigar. Procurar coisas difíceis,
incomuns de si ter e viver!

Tão experto! Perigoso ou medroso?
Para que complicar o que pode ser
bom e não ser mal, onde a resposta 
bem interpretada todos querem escutar.

Para que ser sombrio, quando os dias
claros trazem paz, evita o sofrimento,
as brigas e as coisas difíceis ficam 
incomuns de si ter e viver.

A vida tem dessas coisas e não tem
receita pronta, acabada, deve ser sentida
e vivida e para sempre aproveitada.


Emiliano Pinheiro Véras

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DESCRIÇÃO DO BOJO





Os abutres do lago estão a espreitar,

rondando as margens, pairando no ar.

O bater das águas indo às suas salas,

vermes de olhos cerrados no abismo,

da manipulação, indignação.

do medo de perder o ponto,

de perder a presa, o emprego?

Gritos de solavancos,

alunos nos corredores,

brincadeira de criança

e passos de louco e fome de leão,

destemido não, falta de educação!

Boba da corte, morcego do dia,

cortejada lampião, filha do cão

de homem mal, face de Maria bonita,

debochada de celular na mão

(nuvens de sacanagem e traição).

A bicha louca Iena fedorenta, perigosa.

Morde fino e pega grosso

nos braços da loira até o pescoço,

que não engana nem a mamãe.

Faltou a lebre desconcertada,

de rosto tremulo e sorriso arredio,

seu corpo de Chaves e bunda de assobio,

capaz de sentar num formigueiro

e ser fritada e ser comida no frio.

São de grupos em apuros, política

uma escola de expurgos, pratica?

desamimadores do futuro .



Emiliano Pinheiro Véras

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

NUNCA MAIS




Não dá para simplesmente dizer
adeus e nunca mais.
Há sentimento que a razão silencia,
mas o coração está vivo, pulsando
sem parar e sem descompasso.
São tantas palavras ditas baixinhas
que nem no repertório dos mais
clássicos dos poetas nada foi esquecido,
nem nas melodias dos mais românticos
interpretes, faltou tantas histórias de amor.
São minuciosas lembranças bem definidas,
guardadas que ficaram em cada parte do corpo,
impregnada do cheiro, das discussões e fantasias,
Desejos sem autorrecuperação!
Não dá para esquecer o primeiro por do sol,
os primeiros passos, o primeiro olhar
e as melhores horas do dia
quando sentíamos que nos tornamos um só,
que tudo estava em paz e nada podia mudar.
Não tem jeito, não!
Não vai dar para esquecer o que passou.
Melhor dizer até mais.

Emiliano Pinheiro Véras

sábado, 8 de agosto de 2015

LIBERDADE



Não há perigo
Se o amor estiver vivo
E eu te amando. Terei motivos!
Nada de armas se as flores florescesram.
Os soldados do bem, aliados da paz.
Lutarão sem destruição.
Noa dias de hoje, de confusão.
Sem mentiras, só verdades!
Ninguém esquecerá o limo, a libertação!
Sem o povo sofrendo, morrendo!
E o sistema, dono da situação,
Mandando se “mover”.
Chega de opressão,
Falta de opinião.
Liberdade prá dentro da cabeça.
Quando tudo acabar
Se você não estiver,
Não vou entender.
Estar sem você no por do sol,
Na transformação da nação.
Eu vou chorar...
São coisas que vem do coração.
Liberdade, amor e paixão!


Emiliano Pinheiro Véras

terça-feira, 16 de junho de 2015

JOIA RARA



Gosto de ti ver brincar,
tentar disfarçar e sorrir.
Às vezes pensas que não vejo,
eu finjo não ouvir.
Não sou seu dono
e nem outrem será.
Sei porque escondo
talvez a sua emoção 
seja maior a de ficar.
Se te vi subir no telhado 
feito gata no cio
foi por que gostas de ser: 
cortejada, amada,
acariciada e tola.
Uma joia rara e domada
encontrada na encosta do rio.
Comigo? Não se incomodes!
Só pensei em ajudar,
como fruta não morde,
fugiu à noite e nasceu no mar.
Não solto a cor, nem camaleão sou,
Sinta-se livre ao deleitar
e viver seu louco amor.

Emiliano Pinheiro Véras

sexta-feira, 15 de maio de 2015

SAIA DESSA



Na vida quando chegar o dia,
Você irá rever as vitórias, conquistas
E também as perdas. E são tantas que
O sorriso se cala e a alma se fecha
Para tantas outras besteiras
que às vezes choramos. 
Perdemos tanto no dia a dia,
No amor, no trabalho, na sexualidade.
Na família, na espiritualidade, na vida...
E quando pensamos nisso, 
Ainda perdemos alguma coisa,
Pois achamos que não dará mais tempo
E erramos novamente.
Sorria! Deixe essa cara amarrada,
Esse corpo frívolo e essa opinião 
de quem está sempre certa.
Corra, grite feito criança.
Deixe que digam que você enlouqueceu,
Mas não vá dormir mais uma noite sozinha
E triste porque não se conheceu e nem deu, 
A oportunidade para alguém lhe fazer feliz.

Emiliano Pinheiro Veras

DO OUTRO LADO DA PORTA

Estou saindo de fininho Sem faze alarde, calado pensativo e confiante. Saindo sem ser notado. Estou fechando a porta ...