quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

EU



Caminho nas beiradas e sinto medo do barulho
que dobra o asfalto e se joga como louco mudo.
Não quero muito que não posso ter, inutilidades!
O que é meu melhor prazer, sem dúvidas de dor.

Li suas mensagens e de pouco escureci n'alma
sou frágil com aparência, forte por me esconder
Agruras destinadas ao tempo dos piores horrores
mais famintos destemores escravizados ao pó.

Poderás tu, sacrilégio das mais puras tentações
tirar de um corpo tão choroso de amor, uma dor?
Dúvidas, tempo que passa e nada é esclarecedor,
só certeza das cicatrizes ensanguentas ao louvor.

Um imperador que sente o mimo das cores belas,
altruísmo fortalecido da carne pisada na outrora.
Destemido e eloquente, pedinte insignificante eu,
sozinho, bebendo ao relento ermo, mínimo sou...

Emiliano Pinheiro Véras



TEMPO, TEMPO, TEMPO

A despedida " até logo!",  fortalece a paz que voltaremos  a qualquer hora nos encontrar.  A sonda os segundos, os minutos,...