terça-feira, 12 de novembro de 2019

PODER DA MÚSICA



Sem pressa produzo minha música,
Encanto com o ritmo e faço penetrar 
nos corpos a sintonia, o clima ávido,
a confluência do toque no cantarolar.

Os nervos entram em conflito árduo
gradativamente, permaneço assim
sem resistência e canto junto o luar!
Obstruo essa seriedade, ando, mexo-me!

Sinto o calor, sobressaio de mim e vibro,
Desenlaço, jogo todas as cordas fora, 
paro bem longe e me desprendo do chão, 
subestimo leis da física e saio voando.

Quando em meus ouvidos aquela nota

mais pura, linda que ei ouvir, escutar.
Abro minha mente e tento só observar,
A magia, grandeza a florir sem chorar.

Emiliano Véras e Levi Lopes

DOS POETAS MALDITOS




Os dedos já dormentes 
em carne crua e viva,
O sangue se tornando a
pintura que faltava,
Perigosamente expurgo 
as palavras malditas.

Córneas irritadas promovem 
a pureza do olhar,
O vermelho vislumbra 
o acabamento desta arte,
O esforço de pensar venera 
o poeta verdadeiro.

Inspirações num vácuo, 
ecoado de desenganos
atravancados na loucura 
presa dentro de mim
Sobe o sangue, engasgo-me 
e cuspo vocábulos.

Talvez eu não chegue ao fim 
com os meus termos
doentios e cheios de chagas 
abertas às discórdias.
Retrato do poeta que vos fala 
até vomitar o fim.

Emiliano Véras e Levi Lopes

SUFOCA-ME




O universo conspira com 
um amor sem destino,
A ausência suspira escória, 
de devida certeza.
Opaca e vinda à vida nossa, 
do tanto esperar.

Sombras sem luz, 
pedidos fatais faltosos.
Tormentos da mente, 
coração maltratado.
Silhuetas regradas sem toque, 
tanto castigo!

Perdão inusitado, 
cravado em pensamentos
de saudades, emoções guardadas 
em corpos fortalecidos de dor, 
restos de amor e esperança.

Do amanhã mais nítido, 
a certeza mais fiel
dos corpos mais amantes 
na pureza e linda constelação
a brilhar os olhos que se fecham.

Emiliano Véras e Levi Lopes


TEMPO, TEMPO, TEMPO

A despedida " até logo!",  fortalece a paz que voltaremos  a qualquer hora nos encontrar.  A sonda os segundos, os minutos,...