quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DESCRIÇÃO DO BOJO





Os abutres do lago estão a espreitar,

rondando as margens, pairando no ar.

O bater das águas indo às suas salas,

vermes de olhos cerrados no abismo,

da manipulação, indignação.

do medo de perder o ponto,

de perder a presa, o emprego?

Gritos de solavancos,

alunos nos corredores,

brincadeira de criança

e passos de louco e fome de leão,

destemido não, falta de educação!

Boba da corte, morcego do dia,

cortejada lampião, filha do cão

de homem mal, face de Maria bonita,

debochada de celular na mão

(nuvens de sacanagem e traição).

A bicha louca Iena fedorenta, perigosa.

Morde fino e pega grosso

nos braços da loira até o pescoço,

que não engana nem a mamãe.

Faltou a lebre desconcertada,

de rosto tremulo e sorriso arredio,

seu corpo de Chaves e bunda de assobio,

capaz de sentar num formigueiro

e ser fritada e ser comida no frio.

São de grupos em apuros, política

uma escola de expurgos, pratica?

desamimadores do futuro .



Emiliano Pinheiro Véras

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

NUNCA MAIS




Não dá para simplesmente dizer
adeus e nunca mais.
Há sentimento que a razão silencia,
mas o coração está vivo, pulsando
sem parar e sem descompasso.
São tantas palavras ditas baixinhas
que nem no repertório dos mais
clássicos dos poetas nada foi esquecido,
nem nas melodias dos mais românticos
interpretes, faltou tantas histórias de amor.
São minuciosas lembranças bem definidas,
guardadas que ficaram em cada parte do corpo,
impregnada do cheiro, das discussões e fantasias,
Desejos sem autorrecuperação!
Não dá para esquecer o primeiro por do sol,
os primeiros passos, o primeiro olhar
e as melhores horas do dia
quando sentíamos que nos tornamos um só,
que tudo estava em paz e nada podia mudar.
Não tem jeito, não!
Não vai dar para esquecer o que passou.
Melhor dizer até mais.

Emiliano Pinheiro Véras

sábado, 8 de agosto de 2015

LIBERDADE



Não há perigo
Se o amor estiver vivo
E eu te amando. Terei motivos!
Nada de armas se as flores florescesram.
Os soldados do bem, aliados da paz.
Lutarão sem destruição.
Noa dias de hoje, de confusão.
Sem mentiras, só verdades!
Ninguém esquecerá o limo, a libertação!
Sem o povo sofrendo, morrendo!
E o sistema, dono da situação,
Mandando se “mover”.
Chega de opressão,
Falta de opinião.
Liberdade prá dentro da cabeça.
Quando tudo acabar
Se você não estiver,
Não vou entender.
Estar sem você no por do sol,
Na transformação da nação.
Eu vou chorar...
São coisas que vem do coração.
Liberdade, amor e paixão!


Emiliano Pinheiro Véras

terça-feira, 16 de junho de 2015

JOIA RARA



Gosto de ti ver brincar,
tentar disfarçar e sorrir.
Às vezes pensas que não vejo,
eu finjo não ouvir.
Não sou seu dono
e nem outrem será.
Sei porque escondo
talvez a sua emoção 
seja maior a de ficar.
Se te vi subir no telhado 
feito gata no cio
foi por que gostas de ser: 
cortejada, amada,
acariciada e tola.
Uma joia rara e domada
encontrada na encosta do rio.
Comigo? Não se incomodes!
Só pensei em ajudar,
como fruta não morde,
fugiu à noite e nasceu no mar.
Não solto a cor, nem camaleão sou,
Sinta-se livre ao deleitar
e viver seu louco amor.

Emiliano Pinheiro Véras

sexta-feira, 15 de maio de 2015

SAIA DESSA



Na vida quando chegar o dia,
Você irá rever as vitórias, conquistas
E também as perdas. E são tantas que
O sorriso se cala e a alma se fecha
Para tantas outras besteiras
que às vezes choramos. 
Perdemos tanto no dia a dia,
No amor, no trabalho, na sexualidade.
Na família, na espiritualidade, na vida...
E quando pensamos nisso, 
Ainda perdemos alguma coisa,
Pois achamos que não dará mais tempo
E erramos novamente.
Sorria! Deixe essa cara amarrada,
Esse corpo frívolo e essa opinião 
de quem está sempre certa.
Corra, grite feito criança.
Deixe que digam que você enlouqueceu,
Mas não vá dormir mais uma noite sozinha
E triste porque não se conheceu e nem deu, 
A oportunidade para alguém lhe fazer feliz.

Emiliano Pinheiro Veras

ARANHAS



Na noite o toque do celular,
A curiosidade, insegurança, esperança.
A teia que aumenta em cada visualização
E eu aqui apaixonado sem razão.
Na mistura de cores uma palavra,
A mais falada, calada, fadada.
A nuança que discorre em cada beijo
E eu aqui sem sono, sem cheiro.
Na encosta do escuro um grito, um susto
A saudade, idade, cidade.
A rosa que perfumou uma página
E eu aqui com frio e calor.
Na historiografia aumenta os sentidos
A cama, rede ou lama.
A cura da insônia está na companhia
E eu aqui catando monstros.

Emiliano Pinheiro Véras

sábado, 9 de maio de 2015

DESENCANTO




Hoje não te direi louvores,
Nem cantarei ao vento
Palavras torpes que encantam
Outros pensamentos.
Me perderei nas arestas,
Ruínas de um coração gélido,
Que amou, amou e se curvou
às intemperizes da noite calada,
Sombria e solitária.
Me enrolarei, não em teus braços,
Nem em lençóis macios
Que matam a sede
Mas não saciam a alma.
Me juntarei àquela estreita curva,
Sinuosa, onde muitos perdem a direção
E esquecerei um pouco,
Do pouco que fui ao mar.

Emiliano Pinheiro Véras

SONETO DOS AMANTES



O silêncio infinito da alma
Transcende o fogo no coração.
Urge o corpo inteiro e não acalma
Nem com vento, nem água a paixão.

O contato de corpos alados
Anjos domados do dizer não.
Colorindo de prazeres amados
A geografia beijada com a mão.

Perfumes que se misturam
Fervores de vidas ardentes
Gemendo e sorrindo flutuam.

Na noite vai e vem ardilosa
Sussurrando baixinho nos dentes
Calando a boca mais gostosa.

Emiliano Pinheiro Véras

terça-feira, 7 de abril de 2015

PROTETOR



Hoje, fecho a porta mais cedo.
Esquecendo lá fora os conflitos, gente malfadada,
atropelos e cartas rasgadas de amores esquecidos.
Também não trago comigo, os sonhos, 
as conquistas e o sorriso.
Fecho e me guardo e guardo comigo
O que não vale a pena.
Trancafiando e exorcizando 
tudo aquilo que não é bom
Para amanhã talvez, 
quando a porta eu abrir,
Só a esperança de um dia melhor
eu possa ter e te dar e viver 
Até mais tarde
Outro dia.

Emiliano Pinheiro Véras

TEMPO, TEMPO, TEMPO

A despedida " até logo!",  fortalece a paz que voltaremos  a qualquer hora nos encontrar.  A sonda os segundos, os minutos,...