sábado, 31 de dezembro de 2011

FOI ASSIM




Acho que foi assim
tão simples, tão fácil
que compliquei a vida.
Você chegou de repente,
encantou e me apaixonou.
Eu não entendi, perdi a direção!
Meu rumo teu prumo,
minha astúcia tua exaustão.
Fiquei parado, caído, domado.
Depois que tudo estava dominado,
o sol escureceu, as sombras sumiram
e meu coração chorou...
chorou de saudades
que a lembrança multiplica,
os momentos de ternura enlouquecem a alma,
a magia do encontro petrifica.
Acho que estou assim
perto de ti não sei de mim,
longe de ti perco a razão.




Emiliano Pinheiro Véras

PLANOS



Não foi um sonho!
Não tive uma ilusão.
Não estava embriagado.
Louco sim, de paixão!
Caminhávamos à beira-mar
no relento da alvorada,
dava até para sentir a brisa
esvoaçando nossos sentimentos.
O sussurro perfumado das palavras,
a escaldante sensação 
do amor nos embalsamando.
A emoção do encontro
antes tímido e despreparado.
E nós sorríamos tanto, brincávamos
como duas crianças ingênuas
e nos abraçávamos tão longamente
que de repente estávamos em outro sonho
de casarmos, morarmos juntos
e termos muitos filhos.
O tempo passou e esquecemos nossos planos...
Talvez tenha sido culpa da rotina,
da ganância material,
do não lembrarmos o melhor da vida.


Emiliano Pinheiro Véras

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

MEDITAR




Quero falar de coisas que aprendi na vida
que o tempo não vai me fazer esquecer.
Quero lembrar do que vivi na escola
sem fatos de tirania ou discriminação.
Quero escrever na areia da praia
poemas que o mar jamais vai apagar.
Quero lutar pelo que acredito
sem ter que brigar pelo que faço
e sonhar, sonhar, sonhar....
Quem sonha tem muita vontade
e essa virtude é que alimenta a alma,
irradia os loucos pensamentos
e transforma a realidade.
Quero sentir na pele o ardor
do sol que queima sem machucar
e poder vivenciar todos os momentos
simples ou complicados...
Quero sentir na boca o gosto
insosso daquele teu beijo
que ficou vivo na lembrança
e dizer como é bom
amar, amar, amar.
Quero mergulhar em águas profundas
e resgatar o mais sublime desejo
que muitos não acreditam
na força das atitudes
voar, voar e voar.
Depois quando bem alto eu chegar
quero ficar lá parado,
só observando, talvez lendo
e esperando o fim chegar.



Emiliano Pinheiro Véras

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DAMA DA NOITE

Oh dama da escuridão, dama da saia justa.
Caminhante do silêncio inóspito e pudico,
operante das noites frias e nuas.
Segue teus dias e tuas lutas,
sorridente no trabalho
sedenta nunca falta.
Mãe de sonhos turvos,
esqueces teu calvário.
És mulher, ingênua e tola!
Tens perfume arrogante,
pouco sedutor à patroa, 
muito embriagante!
A música que te anima
a mesma que te consome.
Diz-se formosa dos prazeres carnais
por ocasião de gostar do que muito faz.
Pois então não me chores à toa,
onde sei que és boa pessoa.
Te levanta e segue teu destino,
seja você o que já conseguimos,
todos fomos aprendizes meninos.
És muito mais do que dizes,
és uma pessoa boa.


Emiliano Pinheiro Véras

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

VÍCIO




Antes que tudo despedace.
Queria ver um sorriso gostoso,
aceso no rosto daquela criança.
Antes de acreditar numa mentira.
Gostaria de escutar uma verdade
que não fosse egoísta, sensacionalista.
Antes que a droga te consuma.
Pediria para te ver mais sóbrio,
feliz da vida como ontem.
Antes que a chuva passe,
os trovões cessem
e os raios clareiem
meu espelho quebrado.
Te diria que tudo passa.
As dores diminuem
no coração apertado.
As palavras mal ditas
se apagam no vento
as ofensas transmutadas
e os sonhos realizados.
Que a força interior
de cada um de nós
é infinitamente grande.
Que nenhum mal se guarda,
como se guarda o bem.
Que nenhuma sombra
caminha sozinha e
esquece o seu eu.

Emiliano Pinheiro Véras

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

HERÓIS PESCADORES



Num lindo dia, a jangada saiu para pescar
na brisa suave, acalentava muitos sonhos
e o mar estava calmo, parecia prosperar
os bravos pescadores seguiam...estranhos.

               A saudade da família descortinava o medo
               sabedoria pequenina cultivada a gerações
               vidas ilustres, louvores musicais de enredo
               grande formosura, encantamento, criações.

Meninos que deixam seus lares queixosos
sem destino, sem certeza, muita nobreza
de homem que quer vencer dias odiosos
de desprazeres, fome cicatriz da pobreza.

               Nas coberturas de brancas brisas, alvuras
               encontrar naquele vai e vem o revolto mar
               chacalhando de lá para cá, longe honduras
               Viam o chão escorrer como algo derramar.

Aos tropeços a vida se ia sem esperança 
carregando no coração o sim do marfim
dilatação dos hemisférios de uma criança
no brio de uma jornada chegando ao fim.


Emiliano Pinheiro Véras

domingo, 11 de dezembro de 2011

TEMPO


A idade é um barco a deriva.
Quanto mais velho você fica, 
mais os amigos vão se afastando.
Vai-se criando responsabilidade,
opinião, caráter e personalidade
e quem não tem, não respeita!
A construção de uma vida
depende muito dos momentos
de alegria, tristeza e satisfação.
Quando algo acontece que já 
sabemos onde vai parar, 
não continuamos e isso frusta
a outra metade que não entende
o medo, a determinação
ou a interrupção.
Perdoe-me os percalços,
os momentos que pude proporcionar
e não proporcionei...eu sou assim!
A vida é assim!

Emiliano Pinheiro Véras

ACONTECEU



"Não te culpo por não ter me amado mais, 
nem me culpo por não saber o que fazer por esse amor. 
Tudo aconteceu tão de repente, fiquei alucinado, 
apaixonado e não soube te amar!"


Emiliano Pinheiro Véras


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ALEGRIA DE VIVER



Ao amanhecer 
devemos mostrar gratidão,
vitoriar com afabilidade o milagre de cada dia,
ao raiar do sol, ao colorido das coisas,
ao perfume distinto:
antes frio, depois quente.
Ao primeiro bom dia, às palavras carinhosas,
ao sorriso amigo.
Quanta viveza o destino nos trás.
Quanta surpresa o mais tarde nos espera.
Quantos sonhos felizes serão realizados?
E mesmo radiante não obstante dali,
a proeza da indignação que profana os valores
da solidariedade, da amizade.
Irrita-se com o nascer do dia,
desagrada-se da claridade,
do colorido, do perfume das coisas.
Despreza os valores,
Chateia-se com o sorriso,
reclama de tudo à toa.
Mas no dia seguinte:
Quem não pôde ver o dia nascer?
felicitar-se pelo bem-estar,
contentar-se pela sorte,
agradecer.......Viver!


Emiliano P. Véras

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ENCONTRO


Há... mas eu encontrei
e nem foi preciso ser
Cristovão Colombo para 
desbravar lugares distantes,
e nem fui muito longe!
Não foi preciso ser Cristo,
carregar uma cruz tão pesada
e ter destino tão sofrido;
não foi preciso ser:
Mozart, Chopin ou Vivaldi
para sentir a beleza 
das notas musicais mais lindas,
que mexem com sentimentos mais esdrúxulos;
não foi preciso ser Santos Dumont
para voar bem alto
e sentir na pele a leveza
dos sonhos realizados;
não foi preciso ser monge
e viver isolado em reflexão
para estar em paz comigo,
com os outros e com a natureza;
não foi preciso ser Martin Luther King
para saber viver em harmonia sem discriminação;
não foi preciso ser Al Capone 
para entender o valor da vida
sem precisar roubar nem matar;
não foi preciso fazer greve de fome,
implorar, nem obrigar para que me vejam
como sou, gente, cheio de defeitos,
mas que sou eu e foi assim que 
encontrei o meu eu.


Emiliano Véras

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SONHO




Sonhei com uma criança
Sozinha num lugar vil,
Fechava portas, portas abria
Chova, gritava e corria.
Tentei me aproximar
Chamando sua atenção,
Mas ela não me escutava,
Soluçava sentava no chão.
Tinha algo de mistério
Naquele pobre menino,
O encanto frio dos olhos,
Aterrorizados de pavor, 
O medo de ficar só,
A sensação de perda
Ao mesmo tempo eu,
Estava ali tão próximo
E distante, sem nada
Poder fazer para ajudar,
Dois opostos idênticos
Que se desmancharam de tensão
Quando a última porta do corredor,
A mais distante se abriu
E o menino correu deixando cair
Um brinquedo que era meu.


Emiliano Pinheiro Véras

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A DOR


Quando o coração se sente
triste, afobado, machucado.
A vontade que se tem é:
de se esconder, de se resguardar.
Às vezes parece que o mundo é injusto
que todas as pessoas são contra você
e quando a raiva passa,
você era apenas mais uma vítima.
Ninguém tem culpa de cada sofrimento
pois acalenta, acalma e serve de instrumento,
para fortificar as paredes do coração,
para irrigar o corpo com lágrimas
e ajuizar a mente com momentos de pudor.

Emiliano Véras

terça-feira, 30 de agosto de 2011

SÁBADO À NOITE



O sábado à noite é um ótimo dia
Para colocar fogo na casa torta.
Abrir a porta e correr pela rua.
Noite de tomar muita cerveja.
Botar aquele boneco no boteco
Sentir-se bem ao virar a mesa.
Noite de cantar todos os estilos
Fugir de todas as responsabilidades
Dizer sem esforço não para a chatice
Sorrir até chorar de felicidade.
Noite sem o não,
Dia do sim!
De se permitir, de se soltar e voar
Para além das coisas naturais e normais.
O sábado à noite poderia ser todos os dias!



Emiliano Véras

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O BÊBADO E A EQUILIBRISTA



Onde estão todos?
Não vejo ninguém!
Se me empurrar novamente,
Posso negligenciar meu semblante.
Estou zonzo, o sol tá quente.
Só tomei algumas doses
E estou de boa mesmo
Não discutirei a situação
Pois quero é cantar uma canção
Pois todo homem que se ama
Tem alguém para casar
Difícil é aguentar esse bafo
De descarga à álcool apagar,
Brincadeira de dedo na goela
Pois o vômito não quer descer
Melhor ficar guardado,
O tira-gosto pode não aparecer.
Os ratos brincavam nas ruas 
E tudo não parava de tremer.
Será tão grande terremoto?
Que afunilara meu pensamento.
Estou pegando o jumento
Melhor sair agora.


Emiliano P. Véras

quarta-feira, 20 de julho de 2011

LEMBRANÇAS



Ai amor!
Faz tempo que não te vejo
Fiquei aqui te esperando.
Não me faltava a doce lembrança
Depois do dia que você partiu. 
Ficou muito para dizer
Que talvez até tenha dito
Mas que ninguém sabe
E talvez jamais vai saber.
É tão grande esse amor
E difícil de tentar esquecer.
Seus olhos, seu sorriso, a sua boca.
Tudo sem perceber
Como é lindo meu amor por você.
E tão difícil dizer:
Que te esqueci, 
Que não quero mais você,
Sei quando o coração clama
Gritando seu nome e eu disfarço,
Sentindo nos lábios 
O gosto do seu beijo,
A magia das palavras,
O sussurrar e o extase quando acabava.
Amor irracional, amor transcendental,
Eu mesquinho quando te quis esquecer
Sem lembrar mais uma vez
Das carícias eloquentes, 
Envenenadas de prazer, 
dádiva sem fim.
É tão difícil te dizer
nunca esqueça de mim
por que é grande 
o que sinto por você.


Emiliano P. Véras 



BILTRE



Seu 
instinto 
se faz sóbrio
de satisfação 
interior à vitória.
Do outro lado de fora
Só o sujo como vômito!
Diz-se o maioral,
Na verdade se dá mal.
Não tem volúpia!
Momentos de realização.
Só desprezo, insatisfação.
Seu nome figuração;
De quem quer ser herói
Do baixo astral, 
Da mentira
e traição.
Amigos?
Quem se curva à tal?
Pensamento de girico.
Sofrimento de arrependimento
Não escolhe coração vil.
E aí?
Nada!
Nada!
E morre 
na praia.
Lugar de 
gente boa 
não inclui 
moribundo!



Emiliano Véras

sábado, 19 de março de 2011

TE AMAR



Te dizer o que sinto.
Simples, posso mentir!
As palavras nem sempre
revelam o que esconde o coração.
Te pedir o mesmo. Pior!
Quem disse que me importo.
Nem sempre o que o outro sente
vai mudar a minha emoção...
De amar, cantar, correr, brincar.
O amor é universal e único
para cada ser humano...
Não tem preço, cor, idade.
Vive todo sempre
e assim será!
Como um voo,
uma queda livre,
sem obstáculos.
Só magia!
As intempéries manifestam um mal tempo,
coisas torpes que distorcem sentimentos,
mas ninguém é obrigado a senti-las.
O bom é aproveitar e viver,
viver e ter sempre
um grande amor.


Emiliano P. Véras

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"MULHER LABIRINTO"




Hó mulher labirinto!
Teu sorriso um abismo.
Curvas do desígnio corporal. 
Te encontrar no mundo,
um caminho no infinito!
Se pensar em ti fico mal,
sem saber se estou perto
ou longe de tudo.
Uma perdição de devaneios
ou de mirradas loucuras?
Só zumbir distante dos meus ouvidos.
E assim mesmo te querer é tudo.
Talvez o perigo me fascine.
A magia do escuro entre paredes nuas
como um grão de areia que se esconde,
mas que também pode ser o seu jogo.
Ou será que não vês como obscenas ficas?
Se nem tu te reconheces como coisa fácil.
Dizer-te eu posso em apenas um só grito.
Esquecer-te jamais e procurar-te é brincar de amar.
Vampiro que sou quero estar em suas veias,
com pensamentos de esperança.
Fazer-te surpreender no caminho de incerteza,
depois que o tempo passar e não mais difícil te seguir.
Talvez em sonhos o mistério eu possa desvendar.
Ou quem sabe no final desta corrida
eu tenha te vencido meu amor.



Emiliano P. Véras


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

JARDIM



     Um dia alguém me disse
que eu poderia ver a vida como um grande jardim.
Que a natureza do homem é simples, brilhante e colorida.
Que nascemos já sabendo o nosso destino
Que são com as rosas e os espinhos que embelezamos e ferimos.
E tudo é referenciado às cores sublimes:
As rosas vermelhas representando o amor sem fim.
As rosas brancas a paz que está chegando
e as coloridas representando as coisas boas da vida.
Também logo na porta desse jardim
é que devemos plantar um girassol
para representar a luz que iluminará
 e o sol que brilhará,
com a força que não há de deixar
 eu nunca desistir de lutar
pelo amor que ainda hei de conquistar e trazer
para morar dentro de mim no meu jardim .


Emiliano Véras



TEMPO, TEMPO, TEMPO

A despedida " até logo!",  fortalece a paz que voltaremos  a qualquer hora nos encontrar.  A sonda os segundos, os minutos,...