quarta-feira, 15 de setembro de 2010

RECORDAÇÃO



Oh lua que me faz
de louco apaixonado
o grito de coração fugaz.
Que te olha!
      Que te ver!
            Que te quer!
            Que não te sente!
     Que não te tem!
Que não é!
NÃO!
.......................................
De um sorriso, um abraço,
um adeus!
São coisas que nunca vou
esquecer!


Emiliano P. Véras

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

POETA LENHADOR



O
poeta
é um chorão.
Chora na alegria
e na tristeza,
por sim, por não.
No contentamento
por estar descontente.
Sofre por demais
nas coisas ruins
e coisas afins.
Às vezes não tem hora
de criar, curar, pirar.
De sonhador acordado
flutua tão alto
que não controla
a rigidez, maciez.
Subestima a ilusão,
transcende desamores,
se emociona ao ver flores.
O poeta chega a ser coitado
calado, desconsertado.
Ama o belo.
Odeia o feio.
Navega nos sentimentos,
afoga nas águas a maldade.
Nunca sente saudade
da imoralidade, falsidade.
Rega o mais límpido dos sorrisos,
dos encantos das palavras carinhosas,
dos mágicos toques dos acordes musicais.
O poeta é um sonhador e nunca um lenhador.
Amor!
Amor!
Amor!


Emiliano Véras

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

LAMENTO



Naquela noite fria
calma, escura e chuvosa.
À claridade de uma vela escrevia.
Desnudando os mais singelos sentimentos.
Tudo parecia em minha mente clarear.
Como se uma luz divina me tocasse,
abrindo meu coração e dividindo meu olhar.
Às vezes que fiquei só,
no infinito dos pensamentos,
o tempo pairava revivendo tormentos.
Solidão que não cicatrizou.
Visões do passado nunca esconderam
a saudade, a paixão, a desilusão!
O gosto amargo de quem amou,
sofreu e se despedaçou.
Como se o vento de outono
levasse para bem longe
tudo que eu mais queria.
Sem ter a chance
de me arrepender
de ter tentado.
São momentos que nem sei contar.
Mas cresci na esperança e sabedoria,
de quem amou, lutou e acabou.
Também nunca foi um grande amor!

Emiliano P. Véras

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ORGASMO




Aquele suor brilhando
em nossos corpos
como o sol no mar.
Tinha algo de mistério
que nos fazia exitar.
As pernas trêmulas
desmanchando-se em prazer.
Não sabia mais o que fazer
para controlar aquele desejo.
Tudo que queria era possuir,
ter você naquele vai e vem.
Respirando e respirando mais
e mais fundo respirando.
Sem ter que insistir,
sem ter medo de parar.
Tudo que via ficava oculto.
Tudo que queria esquecera.
Só o soluço e a espera
do gozo de ser acariciado
pela mão que descobria
em nossos corpos pura magia
e eu totalmente aliciado.

Emiliano P. Véras

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MEDO DE AMAR



Toda paixão me enlouquece
Na beleza da flor e em seus espinhos.
Toda casca de ouro que cobre
dentro só o negrume de um ventre sujo.
Às vezes me encontrei em carícias 
e beijos sinceros.
Deslizando em caminhos da nevralgia
deixei o perfume mais adocicado
me levar a lugares tão distantes
que só depois de nos despirmos
e nos vermos como somos
é que vimos que nessa insensatez
se escondiam os piores monstros.
E os sonhos..... suados?
Não conseguimos fechar a boca.
Acordamos no ápice da paixão,
sem mais nenhum tesão.
Nos restou a continuar sonhar,
tudo outra vez no outro dia.
Sem mentiras, sem mágoas.
Sem medo que esse medo
um dia chegue ao fim.


Emiliano P. Véras

TEMPO, TEMPO, TEMPO

A despedida " até logo!",  fortalece a paz que voltaremos  a qualquer hora nos encontrar.  A sonda os segundos, os minutos,...