quinta-feira, 6 de setembro de 2012

CORRUPTO



Há um corvo lá solto, vigiando o cercado.
Que chora de prazer em ver um apodrecer.
Não sei qual seu maior delírio manifestado,
Mas sei que deve ser louco, muito abestado.


Vive às escondidas procurando um erro.
Sempre esfomeado, cagado e preocupado.
Doloroso o lugar onde pisa. Só escuridão!
Saudades da amizade. Corrompido de si.

Na vida não tem coisa santa. Simbologia!
Não te incomoda, nem causa perseguição.
Só se sente a inveja da hora da mutilação.
Ou será pior? Perde os momentos felizes.

Sem seu cheiro, nem sua cor, vira desamor
Suspirando os bichinhos feios endiabrados.
Iludindo a pobreza de seu espírito cansado
e morre sem o valor e esquece-se o dia feliz.

Emiliano Pinheiro Véras

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