sexta-feira, 15 de maio de 2015

ARANHAS



Na noite o toque do celular,
A curiosidade, insegurança, esperança.
A teia que aumenta em cada visualização
E eu aqui apaixonado sem razão.
Na mistura de cores uma palavra,
A mais falada, calada, fadada.
A nuança que discorre em cada beijo
E eu aqui sem sono, sem cheiro.
Na encosta do escuro um grito, um susto
A saudade, idade, cidade.
A rosa que perfumou uma página
E eu aqui com frio e calor.
Na historiografia aumenta os sentidos
A cama, rede ou lama.
A cura da insônia está na companhia
E eu aqui catando monstros.

Emiliano Pinheiro Véras

Nenhum comentário:

Postar um comentário

TEMPO, TEMPO, TEMPO

A despedida " até logo!",  fortalece a paz que voltaremos  a qualquer hora nos encontrar.  A sonda os segundos, os minutos,...