domingo, 17 de junho de 2012

AMAR É......!!!!


Amar é um grande desafio.
É correr riscos imensuráveis.
É vibração, solidão de infinita paixão.
É cheiro, calor e lamento.
Multiplicado por dignidade,
felicidade e comportamento.
É encontrar-se e não mais se perder
É o prazer de estar.
Pecado e virtude,
companheirismo e atitude.
É uma passagem sem intermédio.
É rejuvenescer-se sem remédio.
É cair de cama sorrindo ou chorando.
É participar e sentir-se importante.
É sorrir à toa, é ser sem limites,
é atrapalhar-se do mal jeito.
Amar é tudo e muito mais...
é estar louco sem querer
é morrer de vontade 
e um pouco mais.


Emiliano Pinheiro Véras

sábado, 16 de junho de 2012

LUNÁTICO



Posso parecer um lunático, 
louco e perturbado.
Mas as dores que o poeta sente,
muitas vezes é escrita 
pelo sentimento de outros.
Dizer que na casa torta 
não se abre a porta.
É mentira. Eu abri!
Onde os muros cedem com a chuva
e os escombros de pedra mata, 
também protegem.
Há não uma miragem, 
da pobre sacanagem.
Que o tempo que floriu 
e as mudas renasceram.
Onde tudo estava morto. Eu não!
O tempo revigorou, mostrou-se mais forte 
e desmistificou o impossível.
Desbloqueou mitos esquecidos 
e salvou os sonhos que não se realizaram.
As intempéries das mentes tortas
que caiam precipício abaixo sem para quedas.
Os bons bons devaneios de um anjo me salvou
como há de salvar a todos os que tem sonhos.
Um segundo é muito para quem tem pouco.
Um sorriso é único para quem não o faz.
Viver é fazer o querer.
é não escutar o achismo.
Sem limitar-se do que se merece.
Fazer o que é preciso para ser feliz. 


Emiliano Pinheiro Véras

CABARÉ





 
Ainda que num cabaré os sonhos 
de muitos jovens sejam desvirginados.
Há monstros esquecidos no tempo,
que nunca estiveram e queriam estar lá.
Na casa das meninas tortas e sedutoras
o jogo é limpo e descompromissado.
Nada é destemido na hora da descoberta,
nem mesmo o mais lindo renegado
dos mortais apaixonado se esquece:
Da dança, do brilho das luzes avermelhas.
Do cheiro de amor que exala pelo ar.
Do burburinho, barulhos sem nexos, 
apenas fissuras de taras por todos os lados.
Sem a vergonha de se achar como homem
é naquele lugar o mais conveniente,
o mais fácil que a procura há de ter.
Bebida e muita música, 
Sodoma um pequeno quintal,
longe do certo e perto do bacanal.
Princípios de todo momento,
felicidade naquela hora
que valerá a eternidade. 



Emiliano Pinheiro Véras


quinta-feira, 14 de junho de 2012

ZANGA



Queria sentir raiva,
explodir, dizer coisas absurdas,
brigar, falar palavões, escancarar.
Parece mesmo que quando a ira pega,
tem que sair de baixo para não chorar.
Mas tudo é momentâneo, não consigo
e isso não é bom!
Não sou Deus para julgar!
Sei que muitos falam demais,
dizem coisas que magoam
e fazem o próximo sofrer como se nada os abalassem.
Por que perder tempo com os monstros da consciência
se o perdão é a coisa mais certa.
Ficar zangado porquê?
Se na árvore dessa brutalidade
há sempre uma raiz de amor.

Emiliano Pinheiro Véras

quarta-feira, 13 de junho de 2012

REDE SOCIAL


O mar estava calmo.
Longe, as ruas desertas
e meus pensamentos brutos.
Às vezes assim acontece.
Outras, no entanto o contrário,
depois de uma, só outra.
Cada dia uma nova mensagem.
Um encontrar diferente.
Um pós-barba,
um embriagar de lucidez!
À noite, a energia da lua
rasga veia acima.
Enlouquece os corações apaixonados.
Espera-se todas as realizações
de dias planejados.
No final, nem tudo é conseguido.
Novos planos...outras postagens!

Emiliano Pinheiro Véras

sábado, 9 de junho de 2012

DESENCANTOS


Quando uma lágrima cai sozinha esquecida no frio
revela um espírito triste e profundo no semblante.
Um soneto amargo, a lembrança que só em Dante
escutaria em auto mar a fúria da prisão, alvo brio.

A bruma desvalida de um povo que sente calafrio
luta contra os deuses, esquece da ilusão ofegante.
Trunfo do diabo que cresce o coração escaldante
sem ritmo e compaixão, maldade do ego sombrio.


Não era enchente, os furacões retorcidos da verdade
o pó da humildade que esclarece o bem amargurado
Nem tão louco quem tem tão pouco vive a liberdade.

A distinta alegria de viver sofrendo os dias pendurado
água da chuva e luz do sol e acreditar na especialidade
de promessas, de bondades incrédulas do pobre jurado.


Emiliano Pinheiro Véras



sábado, 26 de maio de 2012

TINHA UMA SOMBRA


Tinha uma sombra.
Uma sombra que me seguia
e me dizia coisas ao ouvido.
Uma sombra torta, auspisiosa,
que me empurrava, instigava
em todos os momentos de delírio.

Tinha uma sombra.
Uma sombra que me erguia
e me derrubava e eu duvidava.
Uma sombra vadia, deliciosa,
que me acompanhava, inspirava
em todos os encantos de colírio.

Tinha uma sombra.
Uma sombra que me fazia
e me seguia ardendo o meu duvido.
Uma sombra amada, apaixonada
que me beijava, cheirava
em todos os instantes de satírio.

Emiliano Pinheiro Véras

A Divina Comédia Cearense

Prepare-se para uma jornada épica, mas com um sotaque que você conhece bem. Em "A Divina Comédia Cearense", o escritor, professor ...