segunda-feira, 3 de junho de 2019

FIM








Acabou! Está tudo acabado.
Foi só mais um sonho de amor
Entre quatro paredes sórdidas
De insegurança e intolerância.
Já me acostumei assim,
Com o despertar sem despedida.
Ferida que não mais dói em mim,
A dor que me dá tesão!
Bate a porta e vais embora
Loucura fascinante do dia a dia.
Já fui de segurar mais a onda,
Agora escorrega nua e fria.
Desculpe-me a demência
Dos tremores e da agonia.
Não sou mais tão nobre
O coração pisoteado,
Uma hora qualquer esfria
E a música e a melodia?
Quanto vazio, a saudade,
A possessividade.


Emiliano Pinheiro Véras


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

MALDITO




No âmago das grandes desventuras
Não tinha outrora encontrado
Dissabor tão febril,
Marcado com sangue de um verme podre,
Que a pior das carnificinas rejeita!
Nem os abutres saciaram o seu desejo,
Quando na áurea, só espinhos e vísceras.
Maldito és tu, possuidor
Do núcleo do desprazer.
Que o mal que circunda teu espírito
Afogue na larva escaldante
Todas as tuas aventuras perigosas
Para a insana inocência alheia.
E teus pecados sejam reconhecidos
E punidos na porta do inferno.

Emiliano Pinheiro Véras

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

CRIAÇÃO CELESTIAL



E assim nasceu reluzente
O intrigante momento no tempo.
Agora se tornará fresca a aurora.
O que antes no inferno
Satanás divulgará vitória.
E o flutuar onde pássaros cantam
O amor irá encontrar!
Bruma do desprazer murchara
Algo inoxidável a semente
Que horas não notávamos?
O coração, a criação final
E cantávamos, cantávamos
A mais louca alusão celestial.

Emiliano Veras e Levi Lopes

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

APENAS UMA POESIA



Posso está febril,
Onde coração de tolo adormece.
Morbidez que não tem cura.
Amargura de quem vive!
Não sei de onde vim...
Quem sou nessa semente
Transgressora de dor.
Uma passagem que ficou,
Num luar qualquer.
Que depois da despedida,
Das palavras perdidas
Que machucaram a alma.
Somente a noite fria...
Sugestiva? Passa o esplendor!
Não sei mais o que é o amor,
Até que o último suspiro
Do pior dos pecados
Esclareça-me o porquê de tanta dor.
Uma lavagem de carma.
Uma viagem de volta para o dia
Que você me conheceu.
Uma saudade da mais pura verdade.
Sabe lá mais o quê?
Talvez eu seja isso mesmo.
Um minuto de silêncio.
Um resto de pôr do sol que nutre a paixão.
Uma pele sedenta de carinho.
Um beijo teu sem amor.
Aí que dor!
Alguma coisa cravada no peito,
E sem conseguir respirar.
Reinventar um sentimento puro,
Verdadeiro, como o meu por você.

Emiliano Pinheiro Véras

ƎD¡E K!LLM∆N ¬.¬)



Há que mundo é esse?
Tantas perguntas de múltiplas respostas
E não me vejo...
A incompreensão alheia
Causa-me o caus.
Só sei quem sou?
Difícil de entender...
Um pensamento rápido
Conjunto, confusão de números
Um cosmo preso em algum luar
Onde o núcleo pode ser você
Que não entende a máquina,
A loucura, a rapidez do pensamento
A rigidez do sentimento humano
De coração manso, embaralhado
Num amaranhado de dados.
Quem sabe a leitura alivie a angústia
Que somente os números 
Anestesiem minha alma
Escupida num teclado 
De computador.

Emiliano Pinheiro Véras

terça-feira, 13 de novembro de 2018

SINTONIA?


No relampejar dos olhos,
Fria noite esperando você.
Posso está acordado, sonhando,
No brio do esquecimento e outros olhos
Abraços. Quem sabe...Depois!

Distante de ti sou canto desolado
Que as horas repelem cada instante
Se as flores estão murchando ao chão, 
Rodopiando a visão de nós dois o coração.

Só eu sendo maluco, semente da ruim
Para não invocar o grito dos desesperados
E figurar a causa da existência humana.

Um dia uma vinda, outra a saída e o fim
Como contar...Vou contar... Já acabou!
Por fim, um coração apaixonado a chorar.

Emiliano Pinheiro Véras



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

SERENATA DA DISCÓRDIA


Sou ave cálida, bruta
De costumes irreparáveis
Não me contento com palavras 
De boa noite, sem antes beijos e abraços 
Quando deveras ira me propensa?
Estúpido eu sou!
Não me jogues no alforges da distração
Quando preparastes primeiro teus insumos.
Sou peste desordeiro, no desencanto eu sou!
Queres tentar demasiado comigo?
Pois és meu pecado mais límpido.
Assim sereis desprezado, ignorado e forjado
E fúnebre na dor, jamais pecador
Brincardes de amar com um coração
Exacerbado e sem pudor de amor
Quando solícito a flor desabrochou
Queixar-te-a sem o brilho da luz
Abrindo uma fenda incurável no coração
E na tua lápide regada à lágrimas 
Escrito o meu nome estarás.

Emiliano Véras

A Divina Comédia Cearense

Prepare-se para uma jornada épica, mas com um sotaque que você conhece bem. Em "A Divina Comédia Cearense", o escritor, professor ...