terça-feira, 17 de agosto de 2010

INSÔNIA



Andei perdido
Tentando mistérios desvendar,
Vivendo sofrendo iludido,
Viajando procurando meu lugar.
Caminhei por entre cáquitos,
Querendo espinhos arrancar.
Fui ferido sem hábito
De quem não queria me acreditar.
Sofria caído!
Procurava me levantar.
Caí de novo!
Mais uma queda,
Mais eu sabia,
Que me encontrar eu queria.
Mais do que querer. Aprender!
O que nos olhos mentem
Mas na alma se sente.
A vontade de se rebelar,
Se libertar!
O desejo de gritar,
De chorar!
Ver o fim chegar
O amanhecer...
Dormir.




Emiliano P. Véras

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