terça-feira, 19 de outubro de 2010

MUNDANO



Eu fonte dos afins
Vivo meu destino assim.
Como metal frio alcalino
Não me entrego a assassino.
Sou poço fechado, sem fundo.
Gosto de pirar nesse mundo.
O cuspe já secou ao seu lado
Calado mundano ficou pelado.
Saboreio distintos vapores
Menos o de carnes podres.
Não venha com essa chaga
De verme sujo jogar praga.
Dizer-me que caminho seguir
Me castra ou me quer punir?
No seu rastro cabra não come
Para tu ser macho, vire homem!
Saia da minha frente dependente
Se não debocho de ti gerente.
A pior solidão é a do cão
No inferno não há unção.
Nem te digo,
só sigo e tal.
Te mete e leva pau!

Emiliano P. Véras

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