sábado, 9 de maio de 2015

SONETO DOS AMANTES



O silêncio infinito da alma
Transcende o fogo no coração.
Urge o corpo inteiro e não acalma
Nem com vento, nem água a paixão.

O contato de corpos alados
Anjos domados do dizer não.
Colorindo de prazeres amados
A geografia beijada com a mão.

Perfumes que se misturam
Fervores de vidas ardentes
Gemendo e sorrindo flutuam.

Na noite vai e vem ardilosa
Sussurrando baixinho nos dentes
Calando a boca mais gostosa.

Emiliano Pinheiro Véras

Um comentário:

  1. Show assuas poesias! Um belo passeio ao lúdico, entre a dor, as nuances e ao prazer. Um cardápio bem variado, ressaltando bem a potencialidade do "Chef". Parabéns, amigo Poeta!

    ResponderExcluir

TEMPO, TEMPO, TEMPO

A despedida " até logo!",  fortalece a paz que voltaremos  a qualquer hora nos encontrar.  A sonda os segundos, os minutos,...