segunda-feira, 5 de novembro de 2018

LAÇOS


Na realeza desprovida e fértil

nasceu a maresia que em 
corpos pecadores, destilavam
sabor inocente da natureza.

Nem o sol, nem o mar

foi capaz de diluir 
positivamente o bem querer
de mal caráter as partículas
reluzentes do prazer.

Vi uma sombra, uma sombra

eu vi, um vulto transgressor,
purificando pecaminosos
momentos de solidão.

Contendo-me apenas aos resquícios 

vermicidas jogadores na aurora 
que a magia do fim do dia propôs.

Calar-ti-ei boca maldita, não

sabes do amanhã, o que realmente
tivemos de único, sem nunca ter fim.

E nas brechas se calou e nos corações

apaixonados, querer-te e vencer até 
o que o mais impuro dos puros duvidou.


Emiliano Véras 


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