domingo, 12 de janeiro de 2020

ROSAS CÁLIDAS



Dizer-se-ia que as feridas da alma 
se encontram no coração. 
E eu, poeta, sangro por todas as artérias. 
Lúcido é aquele que talvez viva 
e desfrute dos desejos e anseios 
e não ceda as paixões do samba e da vida. 
Não ser santo, pouco perdido, 
em outrora usurpado do labor 
das noites ao luar amar, 
nasceu um fruto destemido  
e não flores brancas que ainda sangram 
de dor até secar a última lágrima.
que ainda arde de tesão, escapismo da paixão.
Paixão esta que me corroeu parte a parte, 
em remorso sempiterno. 
Os corpos enlaçados em orgias 
de pecados envoltos em sangue. 
Vos digo, desejo cair convosco 
em ternos lençóis.
Talvez em chamas, 
música cantarolada nos corações 
desarmados e nobres, 
o pecado, sacrilégio 
sufocado em outras vidas 
enaltecido com o cheiro e a cor 
e que agora eu morra, 
aqui em teus braços, amor.

Emiliano Véras e João Vitor

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