Os Direitos autorais são protegidos pela lei 9610/98 violá-los é crime estabelecido pelo artigo 184 do código penal (se quiser copiar não esqueça de colocar a autoria)
sábado, 9 de junho de 2012
DESENCANTOS
Quando uma lágrima cai sozinha esquecida no frio
revela um espírito triste e profundo no semblante.
Um soneto amargo, a lembrança que só em Dante
escutaria em auto mar a fúria da prisão, alvo brio.
A bruma desvalida de um povo que sente calafrio
luta contra os deuses, esquece da ilusão ofegante.
Trunfo do diabo que cresce o coração escaldante
sem ritmo e compaixão, maldade do ego sombrio.
Não era enchente, os furacões retorcidos da verdade
o pó da humildade que esclarece o bem amargurado
Nem tão louco quem tem tão pouco vive a liberdade.
A distinta alegria de viver sofrendo os dias pendurado
água da chuva e luz do sol e acreditar na especialidade
de promessas, de bondades incrédulas do pobre jurado.
Emiliano Pinheiro Véras
sábado, 26 de maio de 2012
TINHA UMA SOMBRA
Tinha uma sombra.
Uma sombra que me seguia
e me dizia coisas ao ouvido.
Uma sombra torta, auspisiosa,
que me empurrava, instigava
em todos os momentos de delírio.
Tinha uma sombra.
Uma sombra que me erguia
e me derrubava e eu duvidava.
Uma sombra vadia, deliciosa,
que me acompanhava, inspirava
em todos os encantos de colírio.
Tinha uma sombra.
Uma sombra que me fazia
e me seguia ardendo o meu duvido.
Uma sombra amada, apaixonada
que me beijava, cheirava
em todos os instantes de satírio.
Emiliano Pinheiro Véras
quinta-feira, 24 de maio de 2012
ADOLF HITHER: TRAUMAS
Cuspo um vômito de náuseas, diante das carnificinas que até os abutres repugnam, causada pelo verme que dorme no ego pútrido do mais imperfeito dos homens.
E assim suba na garganta o gosto de ferrugem, criada no coração rígido e adormecido que muitas vezes não chorou quando as chamas do inferno descoloriram sua vida patética e sombria.
E mais ainda, que se misture ao veneno da mediocridade a maldição da fraqueza interna e o misero corpo doentio amargo, por não ter um sentimento vindo do holocausto à sua própria imagem.
E mais, que descanse nas profundezas da memória, a dor do grito de inúmeras vítimas do mais bruto e infinito pedido de socorro não correspondido e essa voz te atormente por toda eternidade.
Emiliano Pinheiro Véras
terça-feira, 15 de maio de 2012
IMPULSO
Pode ser que você não tenha olhos para grandes emoções. Também pode ser que não veja a melhor das aventuras no desconhecido, nem tão pouco sinta na alma o calor do sonho acontecido, ou quem sabe o medo de prosseguir te impeça de conquistar o seu maior dos objetivos?
Das oportunidades sempre o bom senso há de falar, exprimir mais alto do que o espírito brusco da inocência. Nem todo frasco guarda bons perfumes e os desejos mais loucos devem serem bem pensados, para que a dor da dúvida nunca fruste outras chances de serem realizadas.
Emiliano Pinheiro Véras
sexta-feira, 11 de maio de 2012
MÃE
Oi mãe! Sinto saudades de você.
Dos dias em que você me ligava,
que eram quase todos os dias.
De seus conselhos que muitas
vezes eu nem atendia,
mas que foram os únicos
para a minha felicidade.
Das vezes em que adoeci
ou até mesmo sentia
uma simples dor no dente
e você não aguentava
e vinha me visitar.
Sinto saudades mãe,
dos seus abraços e beijos
e de todos os seus carinhos
que só a senhora sabia me dar.
Sinto muitas saudades
minha querida mãezinha
e sei que de onde você está,
nunca esquecerá de mim
e sempre há de mim olhar.
Feliz dia das Mães!
Emiliano Pinheiro Véras
terça-feira, 8 de maio de 2012
VOCÊ PRECISA VALORIZAR
Passamos a vida toda reclamando de tudo. É da falta de dinheiro, da solidão, dos amigos e até dos amores mal correspondidos, achamos que estamos sendo punidos por algo que fizemos em outras vidas passadas, mas é engano nosso, tudo que temos, fomos nós mesmos que escolhemos assim, que plantamos e agora estamos colhendo. Se é a falta de dinheiro, quantas oportunidades tivemos e não encaramos com coragem ou mesmo gastamos sem limites. E a solidão? Será que não lembramos que optamos por sair de casa, desbravar o desconhecido, correr atrás de nossos sonhos e não queríamos ter que dar satisfações a ninguém. Esse talvez seja o maior dos motivos. E os amigos? Os bons amigos, que todos temos e às vezes os ignoramos, achando que eles não são boas companhias, porque não nos deixam fazer tudo que queremos, ou seja, fazer tudo quando estamos errado, enquanto os outros não estão nem aí, ficam é sorrindo da nossa desgraça. Há e os amores mal correspondidos, acho que mal correspondidos mesmo, mas por nós, que tivemos pessoas que muito nos amaram, fizeram de tudo para estar ao nosso lado, sentiram saudades, fome de desejo, paixão incalculável e nós nem notamos ou melhor nem valorizamos, procuramos a quem não nos dava valor, isso sim é verdade e o que podemos fazer agora. Voltar atrás? Não. Procuremos valorizar o que temos, antes de perdermos mais alguma coisa!
Emiliano Pinheiro Véras
sábado, 5 de maio de 2012
VAZIO
Estou me sentindo como um sol vazio
que deixou em seus raios uma maresia entrar.Não sei o que dizer ou fazer agora.
Sei apenas sonhar!
Sonhei em cavalgar em seus sonhos,
mergulhar em suas ondas,
transformar sonhos em realidade.
Te amo muito!
Mas tenho medo de ter medo
dos dias após dias,
das noites após noites,
dos reencontros após te encontrar.
Queria eu não ter medo
da ilusão, fracasso, solidão.
Queria eu não ter medo
do medo que você sente de mim.
Queria eu poder penetrar sua alma,
descobrir seus segredos.
Como um dia você já cicatrizou em mim!
Emiliano P. Véras
Assinar:
Postagens (Atom)
A Divina Comédia Cearense
Prepare-se para uma jornada épica, mas com um sotaque que você conhece bem. Em "A Divina Comédia Cearense", o escritor, professor ...
-
DA CARNE SANGUINÁRIA SURGE O ODOR DO HORROR OS TEUS FRIOS CABELOS PUXAM-OS SEM PUDOR E NA MORBIDEZ DA TERRA SE MANISFESTAM OS VERMES ACLAMAN...
-
Hoje, fecho a porta mais cedo. Esquecendo lá fora os conflitos, gente malfadada, atropelos e cartas rasgadas de amores esquec...
-
Há satanás, tu não vieste mas mandaste tua serva. De tosca, bruta e nojenta nem fala tem, cospe fogo. Magma do mais profundo burac...






