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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
SEGUINDO EM FRENTE
Vou seguir em frente, em frente vou seguir!
Como uma andorinha procurando o
verão.
Buscando espaço, longe da
solidão!
Um andarilho, percorrendo
vários lugares.
Sem destino, na paz, o amor e a
esperança no ar.
Vou cavalgar, mergulhar, voar e
fluir...
Como quem escuta a mais linda
melodia.
E cantar, dançar! Sair por
aí...de boa, à toa!
Vou dizer adeus, até nunca mais
à mesmice.
Aos costumes, rotina e tchau!
Encontrar o máximo até que vire
o mínimo.
E sorrir, fugir, como jamais
vou ficar!
Dizer que bom estar, ficar,
parar e sumir
Como quem nunca avisa o que não
pode.
Como quem promete o impossível
e assim,
vou amar e amar e amar...Até
que o sol brilhe
e o amanhecer não mais fazer
sentido.
Emiliano Pinheiro Véras
terça-feira, 17 de outubro de 2017
DESCOMPLICANDO
Tão complicado! Ser bom? Ser mal?
Responder, interpretar. Te dizer
somente o que quer escutar!
Tão sombrio! Dias Claros? A paz?
Sofrer, brigar. Procurar coisas difíceis,
incomuns de si ter e viver!
Tão experto! Perigoso ou medroso?
Para que complicar o que pode ser
bom e não ser mal, onde a resposta
bem interpretada todos querem escutar.
Para que ser sombrio, quando os dias
claros trazem paz, evita o sofrimento,
as brigas e as coisas difíceis ficam
incomuns de si ter e viver.
A vida tem dessas coisas e não tem
receita pronta, acabada, deve ser sentida
e vivida e para sempre aproveitada.
Emiliano Pinheiro Véras
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
DESCRIÇÃO DO BOJO
Os abutres
do lago estão a espreitar,
rondando as
margens, pairando no ar.
O bater das
águas indo às suas salas,
vermes de
olhos cerrados no abismo,
da
manipulação, indignação.
do medo de
perder o ponto,
de perder a
presa, o emprego?
Gritos de
solavancos,
alunos nos
corredores,
brincadeira
de criança
e passos de
louco e fome de leão,
destemido
não, falta de educação!
Boba da
corte, morcego do dia,
cortejada
lampião, filha do cão
de homem
mal, face de Maria bonita,
debochada de
celular na mão
(nuvens de
sacanagem e traição).
A bicha
louca Iena fedorenta, perigosa.
Morde fino e
pega grosso
nos braços
da loira até o pescoço,
que não
engana nem a mamãe.
Faltou a
lebre desconcertada,
de rosto
tremulo e sorriso arredio,
seu corpo de
Chaves e bunda de assobio,
capaz de
sentar num formigueiro
e ser
fritada e ser comida no frio.
São de
grupos em apuros, política
uma escola
de expurgos, pratica?
desamimadores
do futuro .
Emiliano
Pinheiro Véras
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
NUNCA MAIS
Não dá para simplesmente dizer
adeus e nunca mais.
Há sentimento que a razão silencia,
mas o coração está vivo, pulsando
sem parar e sem descompasso.
São tantas palavras ditas baixinhas
que nem no repertório dos mais
clássicos dos poetas nada foi
esquecido,
nem nas melodias dos mais românticos
interpretes, faltou tantas histórias
de amor.
São minuciosas lembranças bem
definidas,
guardadas que ficaram em cada parte do
corpo,
impregnada do cheiro, das discussões e
fantasias,
Desejos sem autorrecuperação!
Não dá para esquecer o primeiro por
do sol,
os primeiros passos, o primeiro olhar
e as melhores horas do dia
quando sentíamos que nos tornamos um
só,
que tudo estava em paz e nada podia
mudar.
Não tem jeito, não!
Não vai dar para esquecer o que
passou.
Melhor dizer até mais.
Emiliano Pinheiro Véras
sábado, 8 de agosto de 2015
LIBERDADE
Não há perigo
Se o amor estiver vivo
E eu te amando. Terei motivos!
Nada de armas se as flores florescesram.
Os soldados do bem, aliados da paz.
Lutarão sem destruição.
Noa dias de hoje, de confusão.
Sem mentiras, só verdades!
Ninguém esquecerá o limo, a libertação!
Sem o povo sofrendo, morrendo!
E o sistema, dono da situação,
Mandando se “mover”.
Chega de opressão,
Falta de opinião.
Liberdade prá dentro da cabeça.
Quando tudo acabar
Se você não estiver,
Não vou entender.
Estar sem você no por do sol,
Na transformação da nação.
Eu vou chorar...
São coisas que vem do coração.
Liberdade, amor e paixão!
Emiliano Pinheiro Véras
terça-feira, 16 de junho de 2015
JOIA RARA
Gosto de ti ver brincar,
tentar disfarçar e sorrir.
Às vezes pensas que não vejo,
eu finjo não ouvir.
Não sou seu dono
e nem outrem será.
Sei porque escondo
talvez a sua emoção
seja maior a de ficar.
Se te vi subir no telhado
feito gata no cio
foi por que gostas de ser:
cortejada, amada,
acariciada e tola.
Uma joia rara e domada
encontrada na encosta do rio.
Comigo? Não se incomodes!
Só pensei em ajudar,
como fruta não morde,
fugiu à noite e nasceu no mar.
Não solto a cor, nem camaleão sou,
Sinta-se livre ao deleitar
e viver seu louco amor.
Emiliano Pinheiro Véras
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