quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CIÚMES



Sim, às vezes da medo!
Penso que sim, que lhe parta um raio
e tire de ti o pensamento mais límpido
que não seja sujo como as últimas 
palavras insanas e maldosas.
Sim, que te rasgue a pele e te coma vivo
o verme transtornado de desejo
que acalenta o sabor da vida.
Sim, que te esfrie a boca, 
congele o coração e 
lubrifique tuas veias 
com a serenidade da alma.
Mas não! Que não te perturbes
com o véu da maldade.
Que não chores onde não haja lágrimas,
Que não morras envenenado de ciúmes,
Que não cries tanta insegurança onde não existe,
Que não se jogues no precipício sem aventura,
Que não se enforques, que não me mates, 
nem sofras com toda essa loucura.
Sim, levante a cabeça, acorde!
Vai passear e quando acontecer, vai ver
que se teve amor...acabou!


Emiliano Pinheiro Véras

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