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sábado, 5 de outubro de 2019
SONETO: MORTE À POESIA
Foi naquela hora que senti, tal surpresa.
Não imaginava um filho morrendo assim!
Você parou falaciando com tanta destreza
Eu plácido olhando, vendo que era o fim.
Tantos sorrisos de tão boa amizade
Rimas coloridas, festas acaloradas
E o pôr do sol? Dupla afinidade!
E a dança das palavras embriagadas?
Ai ai, e o livro? Só mais uma história,
Daquelas que o mocinho é injustiçado
Pela grandiosidade de sua fina glória.
Talvez o monstro que o seca ardente
Nem seja tão maligno como o julgam
E sim, paz de espírito e amor latente.
Emiliano Véras
domingo, 1 de setembro de 2019
sábado, 17 de agosto de 2019
TRANSPARENTE LUA
No esplendor da noite, venha tu me iluminar
Me fazer suspirar e ratificar que o mundo
Não estás a deteriorar sobre as circunstâncias
Do porvir romano e grego, sentenciando
Essa face fétida da inocente terra.
Eis me aqui para te ser condutor da nação
Onde ilumina os últimos solitários da noite
Que calejam o reto da estrada sem fio partido,
Vagarantes do deserto de bruma fria
Fecham com a fala irretorquível o mundo
Mesmo inconsequente ao destino cruel
Encontrar-me-ei em teus sonhos frios e sombrios
Que transparece um amor sem calafrio...
Ah... e as ondas do mar com teu brilho, que faz-me imobilizado,
Desmembra a mais lúcida certeza do teu ser imortal em meu inconsciente vivo.
Emiliano Veras e Levi Lopes
segunda-feira, 3 de junho de 2019
FIM
Acabou! Está tudo acabado.
Foi só mais um sonho de amor
Entre quatro paredes sórdidas
De insegurança e intolerância.
Já me acostumei assim,
Com o despertar sem despedida.
Ferida que não mais dói em mim,
A dor que me dá tesão!
Bate a porta e vais embora
Loucura fascinante do dia a dia.
Já fui de segurar mais a onda,
Agora escorrega nua e fria.
Desculpe-me a demência
Dos tremores e da agonia.
Não sou mais tão nobre
O coração pisoteado,
Uma hora qualquer esfria
E a música e a melodia?
Quanto vazio, a saudade,
A possessividade.
Emiliano Pinheiro Véras
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