segunda-feira, 28 de outubro de 2019

PARANOIA



Descendo do céu, 
finco no mundo de escuridão, 
maneiras, parâmetros, 
sombras de alusões. 
Corpo mestiço de veneração. 
Dogmas de castigado, 
momentos únicos 
da retina de uma porção. 
Cristal da profecia 
da mente de aniquilações. 
Vibrações celestiais. Brilham?
Piscam no inconsciente puro, 
sem algemas, sem precipícios 
de nitidez clara e calma. 
São os ruídos, 
as manifestações da mente conturbada 
e doentia que me enlouquece 
desde a saída até o final desde túnel. 




Emiliano Véras e Levi Lopes

sábado, 5 de outubro de 2019

DESINTERESSE



Ah, quando lembro das brumas 
E das plumas ensanguentadas de desejos
Vejo o crepúsculo vívido 
E assombrado pelo desânimo
Do passado colorido de mentiras.
Quantas lágrimas forjadas 
No calor dos momentos felizes?
Quantas noites de sono mal dormidos,
Onde o vinho e o cigarro 
Eram os únicos companheiros
Deslumbrando do meu prazer?
Ah, E os vermes?
Aqueles de tantas poesias, 
Roeram tudo dentro de mim, 
Sugando todo sentimento por ti no coração, 
Até a última chama que clamava 
Pela sua existência abafada e escondida, 
Que meu ego definhava dizendo adeus.

Emiliano Véras

SONETO: MORTE À POESIA



Foi naquela hora que senti, tal surpresa.
Não imaginava um filho morrendo assim!
Você parou falaciando com tanta destreza 
Eu plácido olhando, vendo que era o fim.

Tantos sorrisos de tão boa amizade
Rimas coloridas, festas acaloradas
E o pôr do sol? Dupla afinidade!
E a dança das palavras embriagadas?

Ai ai, e o livro? Só mais uma história,
Daquelas que o mocinho é injustiçado
Pela grandiosidade de sua fina glória.

Talvez o monstro que o seca ardente
Nem seja tão maligno como o julgam
E sim, paz de espírito e amor latente.

Emiliano Véras

A Divina Comédia Cearense

Prepare-se para uma jornada épica, mas com um sotaque que você conhece bem. Em "A Divina Comédia Cearense", o escritor, professor ...