quinta-feira, 7 de novembro de 2019

VAGABUNDA




Não chores, sinta o vapor quente da noite.
Nega não, até amanhecer, sem tempo a perder.
Aceite tão meiga tentação. Lave a alma com atenção.
Abra essa tua verdadeira porta da louca paixão.

Ave a cantar nessa manhã, abrace a brasa e nasça!
Agonizante solidão, morra nos pares dos nossos pés.
Nobre tensão de duas sombras de más intenções,
Natureza dos corpos nus, delire ao luar venerável.

Sinta-me ao som das risadas errôneas de natureza torpe
Seiva-se do meu ego, tímido e ávido de tesão
Insônia e solidão dos momentos imersos da alma
Insumo cruel deixado para trás numa noite de sonhos.

Indigna dos meus fervores mais obscenos
Infiel e vagabunda de seiva maldita
Sem vergonha dos seus pecados mórbidos, destroçados
Sobras das tuas conquistas por um trocado.

Emiliano Véras e Levi Lopes


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