quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

HERÓIS PESCADORES



Num lindo dia, a jangada saiu para pescar
na brisa suave, acalentava muitos sonhos
e o mar estava calmo, parecia prosperar
os bravos pescadores seguiam...estranhos.

               A saudade da família descortinava o medo
               sabedoria pequenina cultivada a gerações
               vidas ilustres, louvores musicais de enredo
               grande formosura, encantamento, criações.

Meninos que deixam seus lares queixosos
sem destino, sem certeza, muita nobreza
de homem que quer vencer dias odiosos
de desprazeres, fome cicatriz da pobreza.

               Nas coberturas de brancas brisas, alvuras
               encontrar naquele vai e vem o revolto mar
               chacalhando de lá para cá, longe honduras
               Viam o chão escorrer como algo derramar.

Aos tropeços a vida se ia sem esperança 
carregando no coração o sim do marfim
dilatação dos hemisférios de uma criança
no brio de uma jornada chegando ao fim.


Emiliano Pinheiro Véras

domingo, 11 de dezembro de 2011

TEMPO


A idade é um barco a deriva.
Quanto mais velho você fica, 
mais os amigos vão se afastando.
Vai-se criando responsabilidade,
opinião, caráter e personalidade
e quem não tem, não respeita!
A construção de uma vida
depende muito dos momentos
de alegria, tristeza e satisfação.
Quando algo acontece que já 
sabemos onde vai parar, 
não continuamos e isso frusta
a outra metade que não entende
o medo, a determinação
ou a interrupção.
Perdoe-me os percalços,
os momentos que pude proporcionar
e não proporcionei...eu sou assim!
A vida é assim!

Emiliano Pinheiro Véras

ACONTECEU



"Não te culpo por não ter me amado mais, 
nem me culpo por não saber o que fazer por esse amor. 
Tudo aconteceu tão de repente, fiquei alucinado, 
apaixonado e não soube te amar!"


Emiliano Pinheiro Véras


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ALEGRIA DE VIVER



Ao amanhecer 
devemos mostrar gratidão,
vitoriar com afabilidade o milagre de cada dia,
ao raiar do sol, ao colorido das coisas,
ao perfume distinto:
antes frio, depois quente.
Ao primeiro bom dia, às palavras carinhosas,
ao sorriso amigo.
Quanta viveza o destino nos trás.
Quanta surpresa o mais tarde nos espera.
Quantos sonhos felizes serão realizados?
E mesmo radiante não obstante dali,
a proeza da indignação que profana os valores
da solidariedade, da amizade.
Irrita-se com o nascer do dia,
desagrada-se da claridade,
do colorido, do perfume das coisas.
Despreza os valores,
Chateia-se com o sorriso,
reclama de tudo à toa.
Mas no dia seguinte:
Quem não pôde ver o dia nascer?
felicitar-se pelo bem-estar,
contentar-se pela sorte,
agradecer.......Viver!


Emiliano P. Véras

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ENCONTRO


Há... mas eu encontrei
e nem foi preciso ser
Cristovão Colombo para 
desbravar lugares distantes,
e nem fui muito longe!
Não foi preciso ser Cristo,
carregar uma cruz tão pesada
e ter destino tão sofrido;
não foi preciso ser:
Mozart, Chopin ou Vivaldi
para sentir a beleza 
das notas musicais mais lindas,
que mexem com sentimentos mais esdrúxulos;
não foi preciso ser Santos Dumont
para voar bem alto
e sentir na pele a leveza
dos sonhos realizados;
não foi preciso ser monge
e viver isolado em reflexão
para estar em paz comigo,
com os outros e com a natureza;
não foi preciso ser Martin Luther King
para saber viver em harmonia sem discriminação;
não foi preciso ser Al Capone 
para entender o valor da vida
sem precisar roubar nem matar;
não foi preciso fazer greve de fome,
implorar, nem obrigar para que me vejam
como sou, gente, cheio de defeitos,
mas que sou eu e foi assim que 
encontrei o meu eu.


Emiliano Véras

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SONHO




Sonhei com uma criança
Sozinha num lugar vil,
Fechava portas, portas abria
Chova, gritava e corria.
Tentei me aproximar
Chamando sua atenção,
Mas ela não me escutava,
Soluçava sentava no chão.
Tinha algo de mistério
Naquele pobre menino,
O encanto frio dos olhos,
Aterrorizados de pavor, 
O medo de ficar só,
A sensação de perda
Ao mesmo tempo eu,
Estava ali tão próximo
E distante, sem nada
Poder fazer para ajudar,
Dois opostos idênticos
Que se desmancharam de tensão
Quando a última porta do corredor,
A mais distante se abriu
E o menino correu deixando cair
Um brinquedo que era meu.


Emiliano Pinheiro Véras

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A DOR


Quando o coração se sente
triste, afobado, machucado.
A vontade que se tem é:
de se esconder, de se resguardar.
Às vezes parece que o mundo é injusto
que todas as pessoas são contra você
e quando a raiva passa,
você era apenas mais uma vítima.
Ninguém tem culpa de cada sofrimento
pois acalenta, acalma e serve de instrumento,
para fortificar as paredes do coração,
para irrigar o corpo com lágrimas
e ajuizar a mente com momentos de pudor.

Emiliano Véras

A Divina Comédia Cearense

Prepare-se para uma jornada épica, mas com um sotaque que você conhece bem. Em "A Divina Comédia Cearense", o escritor, professor ...