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sexta-feira, 22 de novembro de 2019
LOUCA PAIXÃO
Nos lábios do desconhecido,
eu me perco arrebatado!
No seu olhar eu sou hipnotizado.
As minhas sequelas de um amor
do passado, cicatrizam.
Em cada batida do seu coração,
desdobro-me de paixão!
Numa aventura que desmonta
momentos que o coração,
nunca permitiu acender.
Sei que meu âmago traidor
muito já fraquejou!
Sou tão frágil e mentiroso...
Digo que sinto horrores,
morrendo de amores.
Amo tanto que o pôr do sol
jamais será capaz de revelar.
Uma loucura, perdição,
desejo obtuso, jogado,
inesquecível,
Animal!
Emiliano Véras e Levi Lopes
CAMINHO DO SOL
Bem perto do arco-íris, uma flor
que me dizia outra direção.
Teimoso que sou, dobrei
e caí, fui ao chão...
À caminho da estrela desejada,
continuei...Pulando fronteiras.
Encontro pássaros coloridos,
borboletas gigantes e um empecilho:
A Muralha da China!
E foi num golpe do destino
que continuei pulando,
pulei tão alto, que logo vi
que estava voando.
E planejei ir bem mais alto,
a procura do limite-céu.
Frustado, conheci Zeus
e conversei com o tal.
Ele me dizia que no fundo do mar,
encontraria maravilhas,
como a cidade perdida de Atlântida.
Não perdi tempo e mergulhei,
mergulhei até Poseidon aparecer,
vi muitas cores circulando
e sons se misturando,
coisas doidas de se ver.
Uma ora fui engolido por uma baleia
E lá no seu estomago,
sentado tomado rum
o barba ruiva chorando,
dizendo que era um sonho
e que eu não enlouquecera.
Emiliano Véras e Levi Lopes
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
RUÍNA
A luz que acende,
O fósforo que apaga.
Tormentos de Dante em elegia
Um momento que nunca acaba.
Espíritos fugazes e debochados
encontrados das cinzas ao mar
Dos sonhos, do esquecimento.
Onde outrora havia planos
A pergunta que ficou sem resposta
O pronto mal acabado postado ontem
De confirmação e desilusão.
Somos criação do acordo ao não
Da maneira qualquer e vã
Somos donos de nós mesmos
Onde há verdade, não enlouqueço
Nem as luzes se acendem.
A morte do nada é sem resposta
Da bruma, eu rumo ao mar de rosas
jogado no fervor, de louvor.
Faça-me o favor,
Suas palavras carinhosas
De nada adiantam se suas histórias
são mal dizentes e esfoladas.
e nada, de mim há ficar.
Emiliano Véras e Levi Lopes
TEMPESTADES
Não quero mais amar!
O medo, a insegurança
crescem como onda no mar.
Um dia bem, outro mal.
Quando demoro a ver
Tal onda chegar, afogo!
Tal onda chegar, afogo!
Tudo fica em chamas
Ira de raios e trovões.
Não quero mais amar!
Chega de tormenta dos olhares,
Chega de tormenta dos olhares,
da falta do demonstrar.
E como dói!
Não dá mais para aguentar
E como dói!
Não dá mais para aguentar
Uma punhalada, uma queda.
Sem um sorriso, um beijo
Uma alegria de cura, salvação.
Não dá mais para absorver
um amor tão grande e cruel
escravizando meus sonhos,
minha liberdade e o meu querer.
Tudo em mim é você
e como me sufoca!
Uma saudade no corpo,
uma vontade de amar na alma.
Não dá mais para ti esperar
nos dias de frio e noites afins
que inerte caio no esquecimento.
Não dá mais para dividir
o que não é meu, é só teu
enquanto estou te amando
a vida me cobrando
um amor como o meu.
Emiliano Véras e Levi Lopes
Uma alegria de cura, salvação.
Não dá mais para absorver
um amor tão grande e cruel
escravizando meus sonhos,
minha liberdade e o meu querer.
Tudo em mim é você
e como me sufoca!
Uma saudade no corpo,
uma vontade de amar na alma.
Não dá mais para ti esperar
nos dias de frio e noites afins
que inerte caio no esquecimento.
Não dá mais para dividir
o que não é meu, é só teu
enquanto estou te amando
a vida me cobrando
um amor como o meu.
Emiliano Véras e Levi Lopes
terça-feira, 19 de novembro de 2019
DEPOIS DE AMANHÃ
Mais um cigarro no cinzeiro
e obras se realizando.
Realidades por um fio
e destino frio se desgastando.
Mera coincidência de duas
estruturas se construindo.
Futuro gasto no presente,
passado massacrado em vertente.
Carnificinas definidamente,
fumaça arde os olhos,
devidos fins inconsequentes.
Pânico nos ouvidos,
dores no orgulho,
loucura eminente.
Nada de futuro
quando se começa a entender
que as crianças do amanhã
já são a cura do querer.
Perdemos e encontramos
o brilho que faltava
no final do túnel,
sonhos que o tempo
realiza intermitente.
Emiliano Véras e Levi Lopes
DIFÍCIL AMOR
Morre um motivo de felicidade.
Pereço junto a ideia de solidão,
Em parecer de tanta frustração.
A morte não é do coração, é da alma,
da saudade, do querer, da aproximação.
Somos mundos alegres e distantes,
hoje posso ser Hércules, amanhã história,
fantasia de criança a brincar alegremente.
Um condor sem limites ao voar,
num espaço a paixão sem negação.
Emiliano Véras e Levi Lopes
ALIENAÇÃO
Na religião, cor e podridão
um desprezo, aqui outro ali.
Somos crianças desarmadas,
direitos incubados, contrição.
Se tens água quando chove
e luz do sol para iluminar,
não precisas de tão poucos
ficando rouco, louco por outros.
Detenho poder em pares de números
Anti-corruptos, excesso no meu peito,
Peregrino de verdades, opiniões, palavras
Espaços divino para boas atitudes.
O manuseio de condutas limpas
A parte do todo corrompido.
O cansaço dos médios ingênuos,
angustias dos salvadores da pátria.
Emiliano Véras e Levi Lopes
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