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quinta-feira, 31 de outubro de 2019
O QUINTO ELEMENTO
Ó vasto tempo,
incrédulo sou!
não descanso.
sou movido
a desgraça da terra.
Onde tudo vejo morrer!
Estou parado em bolsos,
em paredes, ou preso aos pulsos,
mas sempre estou trabalhando,
degustando minutos a menos
de cada homem.
Incredulamente bato palmas
ao som de TIC-TAC,
Observo as espécies serem
saldadas por vermes,
nunca volto atrás,
a não ser que você me atrase...
com os seus sentimentos penosos
que para mim morrem em segundos.
Em tudo estou só
e ei de acabar sozinho.
Onde em tudo estou
e ninguém há de se importar comigo.
Emiliano Véras e Levi Lopes
PENITÊNCIA
Na calada da noite sombria
uma presa fácil aparecia.
Sua luminosa face
de inocência,
estava a deriva,
para mais uma
noturna recaídas.
Outrora num amanhecer,
em busca da luz divina,
arrependimentos
traiam sua atenção
de demônio no cio.
Reza ajoelhado,
sangue ao chão
relembrando odiosas
encarnações
de um faminto por trevas
e silêncio no decair
da escuridão por perdão.
Emiliano Véras e Levi Lopes
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
BUCÓLICAS
Calcanhares calejados
no balançar das verdes
e lindas flores.
O som da cachoeira,
o soneto dos pássaros
ao raiar de um sol descansado.
Foi no momento sentido
a natureza vibrante,
o rebanho vívido
correndo no pasto.
O cheiro de mato fresco.
Brio da alma, límpida
e deliberada para o verão
A mais florida beleza
escrava da mansidão.
Vem boemia, pulsar
aqui é o seu lugar
que clareia tanto
a imaginação, como asas
do coração a inspirar
longos poemas de amor
bebidas e luar.
Emiliano Véras e Levi Lopes
SOBERBA
Carismática névoa,
veio a me visitar esta noite.
Cansada e lenta,
dança ao som
dos horrores desta terra.
Vento que vagueia sem permissão,
conjuga meu ego
e transforma em alusão
um sonho de perdição.
Igualdades das calamidades
do eu puro e monstro
agregado aos sinistros fins.
Invicto do sétimo circulo de Dante
a manchar de sangue de Napoleão,
César e Miyamoto Musashi.
Transforma essa loucura
em vinho e pão.
Enchendo de orgulho pelas vitórias
esse pobre insano irmão.
Emiliano Véras e Levi Lopes
PECÚNIA
Veneradas, influenciadoras,
delirantes nas mãos de quais quer.
Desnorteando facilmente um porco
imundo e ambicioso.
Deslocamento, transformação
do modo tratável, do enigma
de um puro folheado
em brancas folhagens,
do destino do carbono
que há de usufruir.
Tão valoroso que a cobiça dos fracos
cega inutilmente as ilusões
à porta da morte.
Tão admirável de se valer
que muitos não entendem
seu valor quando a perde.
Na busca só a encontra
quando se ganha
também a paz...
Eterna!
Emiliano Véras e Levi Lopes
RESSENTIMENTOS
Nem cantarei ao vento o amor.
Palavras são torpes que encantam
Os pensamentos de outros.
Perderei-me nas arestas da ilusão,
das ruínas de um coração gélido,
Que amou, amou e se curvou
em dores de uma noite fria,
pensativo e solitário.
Queria me enrolar em teus braços,
Queria me enrolar em teus braços,
como em lençóis macios
que matam a sede
e saciam a alma.
Mas só vejo aquela estreita curva,
sinuosa, onde muitos perdem a direção.
Não morrerei!
Não morrerei!
Esquecerei um pouco de tudo
E do pouco que já fui, ao me jogar
E do pouco que já fui, ao me jogar
de cabeça ao mar.
Emiliano Véras e Levi Lopes
Emiliano Véras e Levi Lopes
EPÍLOGO
Vieste para petrificar,
deduzir o que já sabes.
Castigas um frio coração
que mais nada é de sentir.
Vantajosa pela pele que tem.
Cruel pelo vício que deixa.
Profissional intensificadora
de desejos latentes em mim.
Uma sombra do passado,
desejo saliente ressurgido
na hora da fogosa dor.
Mistura de pó e pedra.
Uma aparição, precisa,
imune as atrocidades,
reveladoras do coração.
Amor puro. Saudades!
Só lembranças!
Emiliano Véras e Levi Lopes
IDEOLOGIA SANGRENTA
Nos louvores das sinagogas,
choraram os corpos sangrentos
de culpa e paixão.
Morte aos religiosos!
Cantos dos inocentes
permanecem no espaço
frio do Vaticano.
Penetrando a alma dos que entram
sem premissa ao perdão.
Purgatório dos pensamentos latentes,
equivocados da vida torpe.
Veneno das veias sujas
de atitudes inesperadas.
A perca da insanidade,
florando os traumas do coração.
Destinando a indagação
de qual verdadeira religião.
Emiliano Véras e Levi Lopes
ANJO CAÍDO
Caído aos ventos,
levando-se ao ápice da loucura.
Brisa de maré mansa.
Sou fermento do bom clímax.
Sou atitude do corpo e da alma.
Intenção das marés,
a fuga de um ladrão.
O sorriso apaixonado
de uma criança perdida.
Abito em meio tão simples
e delicado todo coração.
Caminho como pólen,
transmitindo solução
para qualquer das solidões.
Sou o tempo que vem
e o que passou.
Deixando em meu rosto
um vendaval,
depois brisa calma
e simbólica que só assim
regenera e cura.
Emiliano Véras e Levi Lopes
terça-feira, 29 de outubro de 2019
TINTA NO PAPEL
O reflexo no espelho,
vejo tão rosados:
Os lábios sorridentes,
os olhos semicerrados.
Carisma de amante,
pedante em poetar.
Da garganta para fora,
mancha do mundo
dos ouvintes e das paixões,
rasgando aos setes ventos
as mais puras palavras.
Silhuetas dos momentos
de mente para o papel,
de papel para os ouvidos.
Mentes insanas!
Transmutações de estados.
Asas do inconsciente,
chamas que rasgam as roupas
cheiro de sexo viçoso, ardente .
Subir aos céus,
enlouquecer de paixão,
brigas do dia a dia por atenção.
Luxo de um carma,
loucura do pesar o não,
quando as curvas do caminho
só encontro sua atração.
Emiliano Véras e Levi Lopes
sussurrar baixinho
de tanto amor.
Deixar a tinta cair,
a lua nascer em alto-mar
dormir assim agarradinho
e depois acordar...
Emiliano Véras
brigas do dia a dia por atenção.
Luxo de um carma,
loucura do pesar o não,
quando as curvas do caminho
só encontro sua atração.
Emiliano Véras e Levi Lopes
CONFLITOS RELIGIOSOS
Sangrentas batalhas
aos olhos dos sorteados.
Fendas em chamas?
Dois mundos em infindas
névoas vermelhas.
Corpos ao chão,
medo e arrepios.
Gritos dos fortes guerreiros,
carnificinas em pleno ar livre.
Um sondar de olhar sombrio,
tenebroso de susto.
Um dito não ecoado na alma.
Contos de fábulas de final desumano.
E o luar?
Ficou no sonho bandido,
De um fato de carne.
E disso?
Uma terra que se ver só de passagem!
Inspiradora e sem brio.
Emiliano Véras e Levi Lopes
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
VÁCUO
Um quebra cabeça
Uma peça perdida
Um vazio,
Um nada.
Uma procura incontrolável.
Uma marca de perda
E falta.
Um perigo doce
De momentos amargos.
Aquela cicatriz que dói
Em momentos de solidão.
Uma lágrima escondida no olhar
De pesadelos
E insônias.
Dias de sonhar,
Calar e esperar.
Um novo dia
Raiar.
Emiliano Véras e Levi Lopes
ENCONTRE-ME
Semblantes de sua alma feliz,
eterna e venerada
pela cálida pétala de sua forma.
Profana o dito de que nada é perfeito.
Subtrai os antônimos e intensifica os verbos
belos pelos advérbios, freneticamente
fazendo de louca a ingenua mente.
Despertar do amor de indulgente,
da súplica destemida.
Paz, onde andares a esmo...
Na busca aflita, só o olhar amado á toa.
Não me negues nos dias turvos,
onde meu coração chama por sua paixão.
Acolha-me e abrace todo meu ser
e beije-me até outro dia qualquer.
Emiliano Véras e Levi Lopes
TRAUMA SUBVERSIVO
Ser escravo da insanidade
e infiel dos bons fins.
Frasco da colônia mais delicada
e câncer de uma paixão sem saída.
Do corpo de um só vulnerável
Amante do amor.
Por ser uma desculpa da natureza febril,
Onde as gotas do silêncio que aprisiona a alma.
Morre na desconfiança infundada
de pensamentos doentios.
Ah, que sorte eu tenho de tanto amor.
E minha sombra traumatizada,
presa em dias de frio!
Emiliano Véras e Levi Lopes
PERSEVERANÇA
Dia de chuva, temporal.
As ruas sujas de pensamentos
e atitudes.
Falta de caráter!
Limpas de verdades e paz.
Carpe Diem de um novo mundo.
Florestas e fumaças sem traumas
De um acervo torpe, desumano.
Inutiliam trumcat, desista:
Das infames decaídas,
Magoas dos crápulas.
Sinta melhor a boemia
Do novo mundo que crias,
que influencias para suas encarnações.
Eu, sentimento aflorado de dor,
magoas de vidas e sonhos mais quentes
para outros dias amanhã.
Emiliano Véras e Levi Lopes
PARANOIA
Descendo do céu,
finco no mundo de escuridão,
maneiras, parâmetros,
sombras de alusões.
Corpo mestiço de veneração.
Dogmas de castigado,
momentos únicos
da retina de uma porção.
Cristal da profecia
da mente de aniquilações.
Vibrações celestiais. Brilham?
Piscam no inconsciente puro,
sem algemas, sem precipícios
de nitidez clara e calma.
São os ruídos,
as manifestações da mente conturbada
e doentia que me enlouquece
desde a saída até o final desde túnel.
Emiliano Véras e Levi Lopes
sábado, 5 de outubro de 2019
DESINTERESSE
Ah, quando lembro das brumas
E das plumas ensanguentadas de desejos
Vejo o crepúsculo vívido
E assombrado pelo desânimo
Do passado colorido de mentiras.
Quantas lágrimas forjadas
No calor dos momentos felizes?
Quantas noites de sono mal dormidos,
Onde o vinho e o cigarro
Eram os únicos companheiros
Deslumbrando do meu prazer?
Ah, E os vermes?
Aqueles de tantas poesias,
Roeram tudo dentro de mim,
Sugando todo sentimento por ti no coração,
Até a última chama que clamava
Pela sua existência abafada e escondida,
Que meu ego definhava dizendo adeus.
Emiliano Véras
SONETO: MORTE À POESIA
Foi naquela hora que senti, tal surpresa.
Não imaginava um filho morrendo assim!
Você parou falaciando com tanta destreza
Eu plácido olhando, vendo que era o fim.
Tantos sorrisos de tão boa amizade
Rimas coloridas, festas acaloradas
E o pôr do sol? Dupla afinidade!
E a dança das palavras embriagadas?
Ai ai, e o livro? Só mais uma história,
Daquelas que o mocinho é injustiçado
Pela grandiosidade de sua fina glória.
Talvez o monstro que o seca ardente
Nem seja tão maligno como o julgam
E sim, paz de espírito e amor latente.
Emiliano Véras
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